domingo, 29 de janeiro de 2012

Livro 18 - Amy Winehouse Biografia


Livro 18 - Amy Winehouse Biografia - Chas Newkey-Burden

Achei esse livro por R$ 4,99 nas lojas Americanas e não resisti.

Bom, para começo de conversa, o livro foi escrito em 2008, no ápice da crise Amy X prisão de Blake + uso de drogas. Embora comece meio chato (acho que é um defeito meu.. quase todos livros acho chatos no começo...), depois o autor vai aprofundando na vida de Amy, como ela realmente começou, as escolas de arte que frequentou, as amizades e como ela vivia no período.

Em seguida parte para uma análise de faixas dos discos dela, Frank e Back to Black, com trechos de entrevistas da própria Amy, de produtores e também trechos de resenhas de vários jornais e revistas especializados sobre os mesmos.

Me chamou a atenção o fato de vários artistas, como Mick Jagger, Ringo Star, Liam Gallagher, Mary J. Blige e até Pete Doherty darem força e torcerem para sua "recuperação" (página 198).

Outra coisa: na época que o livro foi escrito, Amy tinha 24 anos. O autor ainda comenta, como se fosse uma previsão, que ela ainda era jovem e que não tinha alcançado a "perigosa idade do rock-and-roll", que levou gente como Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Jim Morrison e Kurt Cobain: os temidos 27 anos.... mas sabia ele que sim, que a maldição dos 27 ia levar Amy e todo seu talento.

PS: pelo que pesquisei, o autor é um "expert" em biografias... dessa de Amy, passa por Justin Bieber (sem comentários) e Adele.....

sábado, 28 de janeiro de 2012

Livro 17 - O Caderno de Maya


Livro 17 - O Caderno de Maya - Isabel Allende

A primeira vez que ouvi falar na autora foi quando lançaram o filme "A Casa dos Espíritos", com Jeremy Irons, Glenn Close e Meryl Streep, em 1993. A autora sempre teve uma veia "realismo fantástico" e também politizada - sempre fala sobre a ditadura militar do Chile, onde seu tio foi presidente deposto pelo golpe militar (Salvador Allende).

Para quem é familiarizado com a obra de Isabel, os temas principais de seus livros estão lá: seu país, o Chile, política (com a ditadura) e magia e superstições. Embora a temática desse novo livro seja completamente diferente.

A idéia do livro surgiu de um pedido de seus netos, que queriam algo mais "contemporâneo". Surge Maya, uma menina de 19 anos criada pelos avós que, após a morte de seu avô - de seu Popo, como ela o chama, se envolve com drogas, crimes e prostituição - uma fábula moderna. A personagem, nascida em Berkeley, depois de tudo o que passou, é mandada pela avó para uma ilhota ao sul do Chile, onde fica morando com um amigo de sua avó, que sofreu com a ditadura. Com a vida que leva na ilha, com suas superstições e misticismos, Maya acaba aprendendo mais sobre sua avó Nini e sobre ela mesma. Como fala na contracapa, sobre a história:  Um passado que a perseguia. Um futuro ainda por construir. E um caderno para escrever toda uma vida. Nesse caderno Maya vai sintetizando e organizando sua própria vida e história.
O livro tem um toque de suspense, e é muito bem trabalhado pela autora, fazendo com que não consigamos largar o livro até saber mais e mais sobre a história.

Maya foi "criada" inspirada em duas netas, e ela conta que foi uma das personagens mais sofridas de escrever, pois sentia que a personagem caia numa teia criada por ela própria, por sua imaturidade, e que a autora "não podia e não conseguia proteger".

Em relação ao misticismo Isabel fala que isso faz parte de sua própria vida, e, consequentemente, de seus livros.

Uma ótima história, um livro que prende a atenção do leitor. É isso que sempre esperamos de um livro, e esse não decepciona!

(Hoje o post está meia boca... culpa do horário... sorry, people)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Livro 16 - Yolanda


Livro 16 - Yolanda - Antonio Bivar

Em 2004 a Rede Globo colocou no ar a minissérie Um Só Coração, escrita por Maria Adelaide Amaral, em homenagem aos 450 anos da cidade de São Paulo. O papel de Yolanda Penteado ficou com a atriz Ana Paula Arósio. Na trama há romances fictícios, pois a família de seu primeiro marido, Jayme da Silva Telles, não autorizou a aparição do mesmo na trama. Já seu segundo marido, Ciccillo Matarazzo, foi interpretado pelo ator Edson Celulari.

Não lembro da minissérie, acho que assisti somente alguns capítulos, mas lendo a biografia de Yolanda, escrita pelo dramaturgo e escritor Antonio Bivar, posso dizer que a vida da verdadeira Yolanda extrapola e muito a minissérie, quiçá qualquer obra de ficção.

Yolanda gostava de dizer que era descendente direta dos primeiros portugueses que aqui chegaram juntamente com índias - "mancebos portugueses e raparigas 100% índias".

Ela era muito apegada à mãe, talvez porque fosse um pouco temporã, e ouviu de dona Guiomar o seguinte conselho: "minha filha, desaforo a gente não leva para casa". Isso talvez tenha refletido em muito na personalidade marcante de Yolanda. Outro "lema", por assim dizer, é "tudo na vida é questão de tempo".

Uma curiosidade de sua "vida amorosa": recusou pedidos de casamento de Santos-Dumont e de Assis Chateaubriand. Foi amiga do último até a morte deste.

Agora a pergunta: o que Yolanda tem a ver com uma minissérie sobre os 450 anos de São Paulo? Yolanda era uma pessoa que tinha o que chamavam de "it" (sim, termo usado hoje em dia). Não se dizia carisma, se dizia "it".

Ela tem um papel fundamental na implantação de São Paulo como capital cultural do país. Ela, juntamente com Ciccillo Matarazzo, implantaram museus, doaram obras importantíssimas para os mesmos, conviveu com artistas como Di Cavalcanti (que pintou um retrato seu) e Pablo Picasso.

Outra façanha feita foi a "criação" da Bienal de São Paulo. Yolanda era uma "embaixatriz" sem cargo do Brasil. Com sua coragem e determinação, conseguia os contatos certos, e consequentemento, o que queria.

Ela tinha como protegidas Eliana Lage (que trabalhou como atriz em alguns filmes da Vera Cruz e depois virou fazendeira como a própria Yolanda) e também Costanza Pascolato.

Uma curiosidade: o pai de Costanza ficou hospedado, em Veneza, na casa do Conde Matarazzo, que o convenceu a vir para o Brasil ao invés de ir para a... Argentina! Costança contou à Antonio Bivar que, como na época não era de "bom-tom" repetir roupas, ganhava muitas coisas da Yolanda, legítimos vestidos griffados.

Yolanda tinha savoir-faire. Transitava entre os empregados de sua fazenda (onde plantou de café a cana de açúcar, passando por criação de bicho da seda) até a alta sociedade e artistas.

Empreendedora, a frente de seu tempo, Yolanda era realmente "IT".

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Livro 15 - Medida Certa


Livro 15 - Medida Certa - Renata Ceribelli e Zeca Camargo com Márcio Atalla.

Sim, o quadro do Fantástico se transformou em um livro.  E eu comprei. E li. E quero começar djá a fazer atividades físicas (Márcio Atalla, cade você). Talvez projeto verão 2013....rsrsrs

Bom, eu sou viciada em revistas. Compro revistas de quase tudo - de tatuagem a pilates, passando por moda e revistas de "beleza" - dessas que sempre vem com alguma beldade na capa, dizendo que só toma água e faz algumas aulinhas de Pilates para ficar com aquele corpinho. Tá, meu bem....

Bom, voltado às revistas: a parte que eu mais gosto não é a estrela da capa contando que faz hidratação Kerastase e drenagem linfática e Manthus e Velashape e sei lá mais o que no salão, na clínica de estética, na dermatologista. São os depoimentos de pessoas "normais", com dificuldades como as nossas - tempo, dinheiro, etc.

Não assisti todos os quadros no programa. Mas resolvi comprar o livro porque o Zeca e a Renata passam uma imagem mais real do que as estrelas citadas acima. E não me arrependi. O livro é um p*** incentivo para a gente, muito além de estética, ter saúde, disposição, energia. E sem desculpa de tempo. Renata "pulou corda" sem corda durante meia hora num quarto de hotel. Zeca viajou e andava a pé, para praticar "os exercícios" du jour.

O que mais me tocou no livro foi a Renata Ceribelli dizer que, após uma trilha onde a maioria era jovem ou europeu (mais velhos) que ela percebeu que não tinha esse papo de que idade era coisa de cabeça. O importante é ter disposição de jovem. Não é possível recuperar o corpo que a gente tinha aos 15, 18, 20 anos, mas sim recuperar um corpo ágil e saudável, para podermos envelhecer bem.

Moral da história: para quem gosta e precisa de um incentivo para começar a se cuidar, super recomendo o livro!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Livro 14 - Dercy de Cabo a Rabo


Livro 14 - Dercy de Cabo a Rabo - Maria Adelaide Amaral

Deixo palavras da própria Dercy:
"Depois que virei "cultura" e "exemplo de vida", ninguém mais se atreve a falar de mim, porque também devem pensar assim: "Bom, tá com oitenta e sete, pode bater as botas a qualquer momento; pnchar a velha agora pode ficar chato". Mas naépoca que euera chamada de a rainha do deboche tive que lutar contra uma porrada de gente que prefiro nem citar, porque não estou a fim de promover ente safada. Fuis desancada pelos críticos, vítima de várias campanhas de imprensa, muitos jornalistas me acusaram de ser imoral e de solapar os princípios da família brasileira. O mais gozado de tudo isso é que alguns deles não valem nada, são chantagistas, corruptos, moralistas sem moral.
Eu incomodo esse tipo de gente porque sou o contrário deles. Não sou falsa nem fingida, sou o que sou, nunca escondi o que foi minha vida pra ninguém nem tenho rabo preso, E sempre tive muita moral pra guerrear contra essa gente. Muitas vezes, foi um luta desigual, porue a única arma de que eu dispunha ra o meu peito aberto." - página 262

Vou contra Mário Lago, não era Amélia, mas, sim, Dercy, que era mulher de verdade.

Agora, Maria Adelaide Amaral que me perdoe, mas uma mulher que ajudou a "criar" a Rede Globo merecia homenagem muito maior. Tipo Maysa... mas quem mandou não ter filho diretor...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Livro 13 - As Rosas Inglesas


Livro 13 - As Rosas Inglesas - Madonna

Dedicado a Sidney Daher Moisés Filho

Não é surpreendente ler um livro escrito pela diva deusa-mor rainha do pop? Eu acho. Para quem tinha lançado SEX, em 1992, escrever um livro para crianças, em 2003, não mostra como ela mudou, mas sim, sua versatilidade. Ela dedica o livro à famíla Berg (cabala) e ao seu "amor" Guy Ritchie e dedica o livro à Lolla e Rocco.

A história fala sobre o grupo de meninas chamados "As Rosas Inglesas", que morriam de ciúme de uma menina chamada Binah, que todos falavam que era linda, especial, etc e tal. E elas esnobavam cada vez mais Binah por causa disso. Mas não vou falar sobre a história toda, vou falar de pontos que chamaram minha atenção.

Primeiro: Binah, o nome da menina esnobada, é, na cabala, um dos sephirots da Árvore da Vida, e significa "Entendimento".
Segundo: todo o livro, para quem tem o mínimo conhecimento sobre Cabala, mostra uma mensagem subliminar - por exemplo: quando as "Rosas Inglesas" tiveram o verdadeiro "entendimento" sobre a vida de Binah, houve amizade e harmonia entre elas.
Terceiro: talvez o ponto mais bestinha, mas achei a personagem Nicole uma versão mini Madonna. No livro Nicole tem mãe dedicada, e ela gosta de dançar.... Vogue (quem é fã de Madonna sabe e já dançou... se não... dá-lhe GOOGLE.

Moral cabalística da história: se há "Binah" entre as pessoas, há harmonia e crescimento. E dá-lhe estudo de Cabala e Árvore da Vida....

Nicole é a primeira...

...e aqui, de óculos, no colo da mãe...

domingo, 22 de janeiro de 2012

Livro 12 - A Maçã no Escuro


Livro 12 - A Maçã no Escuro - Clarice Lispector

Dedico este post à Yael Botelho.

Na verdade, fico sem palavras... o que falar de Clarice? Ucraniana radicada no Brasil, uma de nosss maiores escritoras... Sua obra transcende.

Não vou nem resumir a história de A Maçã no Escuro, pois é um dever conhecer a obra de Clarice! Ela, como ninguém, sabe contar uma história! Mas só um aperitivo: Martim, o personagem principal, é um fugitivo, pois cometeu um crime. Em sua fuga, ele começa a trabalhar em uma fazenda. E... só lendo o resto, porque qualquer outra coisa mais mata a riqueza da narrativa.

E ainda dou uma dica de leitura, para quem quer saber mais sobre a vida dela: o livro CLARICE, - Benjamin Moser, um americano que se apaixonou pelos livros dela, inclusive aprendeu português por causa disso e escreveu esse livro maravilhoso sobre a vida de Clarice - dos antepassados na Ucrânia, passando pela imigração para o Brasil, enfim, por toda a vida dela.